Você conhece George Bailey?

20 dez

Quem me conhece sabe do meu gosto por filmes antigos, herdado da minha mãe. Não podia ser diferente, se até nome de personagem eu tenho. Os filmes têm valor sentimental para mim, quase como se fossem parte da minha própria vida (ver post anterior). Mas não vou falar sobre Dr Jivago (e a minha xará Lara/Larissa) nem sobre E o Vento Levou, só para variar um pouquinho.

O filme de que vou falar é “A felicidade não se compra”. Deixe-me adiantar que apesar de gostar de filmes, eu não conhecia o nome dos atores do filme até que, devido ao hábito hiperativo de pesquisar fatos sobre o filme durante o mesmo (e demorar 3 horas para assistir), fui na Wikipédia e descobri que o tio do George Bailey era interpretado por Thomas Mitchell, que também atuou em E o vento Levou como o pai da Scarlett O’Hara (tá bom, falei, mas fazer o quê, os dois filmes são mais ou menos contemporâneos). Outro fato interessante é que o grande vilão da história, que parece uma mistura de Scrooge e Sr. Burns, se chama Henry Potter, e é interpretado por Lionel Barrymore, tio-avô da atriz Drew Barrymore. Por sinal, o mesmo Lionel já fez papel de Scrooge em várias montagens teatrais.

O filme é basicamente um relato da vida de George Bailey (James Stuart), do ponto de vista de dois anjos que pretendem incumbir a Clarence a tarefa de ajudá-lo, em troca de um par de asas. No decorrer do filme, testemunhamos que ao longo da sua vida, George Bailey sempre colocou aos outros antes de si mesmo. Por exemplo, logo no início, ele salva a vida do irmão caçula quando este cai em um trecho de neve fina, e isso custa a George Bailey a audição em um dos ouvidos. Em seguida, seu chefe, atordoado pela morte do filho, colocou veneno no frasco de remédio que o menino tinha que entregar para uma criança com difteria. Mas George percebe a tempo de evitar uma tragédia. E por ai vai (não quero contar spoilers). George se casa, tem filhos, e em um momento desesperado de sua vida, quando parece que ele será preso, está falido e sua casa “caindo aos pedaços”, ele pensa em cometer suicídio.

E é ai que entra Clarence, o anjo trapalhão (não, não é o Renato Aragão) que, com um exemplar do livro “As aventuras de Tom Sawyer” a tiracolo (gosto da idéia de um anjo leitor) se atira da ponte antes de Bailey, para fazer com que Bailey o salve, e assim salvá-lo por tabela (deu para entender?). Clarence basicamente mostra a Bailey o quanto a sua vida e as suas ações impactaram as pessoas a sua volta, ao lhe conceder um simples desejo: que ele nunca tivesse nascido. Se Scrooge tinha os fantasmas do Natal passado, presente e futuro para mostrá-lo as conseqüências das suas ações, George Bailey conta com esse simpático Anjo da Guarda que lhe mostra o destino das pessoas que ele ama, se nunca tivesse existido.

Esse filme também me lembrou um pouco do “Click”. Tanto Michael Newman quanto George Bailey se encontram em um ponto em que não valorizam a família que têm. Nos dois casos, um anjo lhes mostra as conseqüências dos seus atos. No caso de Michael Newman, as conseqüências de se preocupar apenas com o trabalho e negligenciar a família (sempre choro quando ele tenta beijar o pai) e de, com a ajuda de um controle remoto universal, passar batido pelos momentos que ele deveria valorizar. No caso de Bailey, as conseqüências de nunca ter existido, e também de não valorizar os filhos e casa, e de trabalhar duro demais.

Um ótimo filme para as festas de natal, se você estiver a fim de chorar um balde. Um daqueles filmes que nos faz pensar na vida e na diferença que fazemos, e a colocar nossos problemas em perspectiva.

E não se esqueça: Cada vez que bate um sino, um anjo ganha asinhas!

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Que DVD você é?

20 dez

Todos os dias, somos inundados por mensagens midiáticas. Você é o que você come, o que você veste, o que você escuta, o que você assiste. Quem de nós nunca se pegou adiando uma tarefa, um trabalho, o dever de casa, para preencher o perfil do Orkut, colocar um novo clipe ou música que reflita o que está pensando, ou para fazer um desses testes do Facebook, que pretendem te informar quem é você em FRIENDS, quem é você em GLEE, que desenho animado, que personagem de quadrinhos, que livro, que música, que cidade, que atriz famosa morta de Hollywood você é… e a lista continua. Desde a mais tenra idade, nos distraímos com testes de revistas, sejam elas Todateen, Capricho, ou Nova e Playboy.
Procuramos desesperadamente por algo que nos defina, que diga quem somos. E com o Facebook, é como se disséssemos ao mundo: “Ei, foi assim que eu me defini. Eu respondi a dez perguntas, e isso é quem eu sou. Eu sou a Phoebe, eu sou Nova Iorque, a She-Ra, a Vampira, do X-men…” Mas e o que os outros acham da gente, de verdade?
Recentemente, me reuni com um grupo de amigos, que conheci este ano, para um amigo oculto. O amigo oculto de DVDs tinha uma proposta no mínimo interessante (com os devidos créditos às minhas amigas Raquel e Jlara): Que filme me lembra você.
Enquanto eu procurava, filme por filme em uma loja de departamentos, um título que realmente me lembrasse de uma pessoa que eu conheci há pouco mais de 4 meses, me peguei curiosa sobre o que escolheriam para mim, alguém que sorteou o nome de uma menina que conhecia também há 4 meses. Isso porque cada pessoa que tirasse o meu nome escolheria um filme completamente diferente, de acordo com a impressão que tivesse de mim.
O resultado foi surpreendente, quando ganhei o filme “Legalmente Loira”. Bom, olhando pra trás, eu realmente ganhei essa reputação, e a Elle Woods é totalmente linda e fofa e prova que loira não tem que ser sinônimo de burra. Patricinha fashion talvez, mas burra e fútil NUNCA. E passa uma mensagem legal sobre olhar além das aparências. A Elle Woods lutava para provar que uma mulher que só usa rosa pode ser séria, responsável e inteligente.

Percebi também que se esse amigo-oculto tivesse acontecido há 10 anos, na época da escola, de faculdade, ou no trabalho, o resultado teria sido diferente. Se alguma das minhas antigas amigas de escola tivesse escolhido o filme, seria algo do tipo “Nunca Fui Beijada”. Se eu tivesse escolhido o filme para mim mesma, provavelmente teria sido “Grande Menina, Pequena Mulher”. Se a minha mãe tivesse escolhido o filme, eu aposto que seria “Os delírios de Consumo de Becky Bloom”. E nenhum desses títulos estaria completamente errado, por mais delirante que parecesse na minha opinião. É simplesmente a impressão que você passa, é uma questão de ponto de vista. Esse tipo de brincadeira é como uma avaliação divertida ( com ênfase no divertida, isso não é para ser rotulação) de quem você é aos olhos dos outros, e de quem você se tornou, e das facetas que assume conforme o contexto social. Não teria como não ser, visto que até falamos diferente em cada contexto. Isso é o interessante dessa proposta.
A minha ídola mor, Vivien Leigh, falou em E o Vento levou: “Não olhe para trás. Isto arrastará a sua alma até você não conseguir fazer mais nada, só olhar para trás”. Com o perdão do roteirista de “E o vento levou”, não sei se concordo inteiramente com esse conceito. Acho totalmente válido olhar para trás. Dou todo o apoio. Olhar para trás, muitas vezes, funciona melhor como auto-conhecimento do que os testes de que tanto gostamos nas revistas e na internet. Pessoalmente, a idéia do amigo oculto é bem mais divertida.

Zoação e Bullying são a mesma coisa?

13 set

“Ninguém pode te fazer se sentir inferior sem o seu consentimento”

Eleanor Rooselvelt


“Bullying é um termo de origem inglesa utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully) ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz/es de se defender. A palavra “Bully” significa “valentão”, o autor das agressões. A vítima, ou alvo, é a que sofre os efeitos delas. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma”.

Tenho observado uma tendência nos programas de TV em geral, a falar de bullying, e agir como se tivessem inventado a pólvora. Em Esparta, humilhavam os espartanos mais fracos e matavam os deficientes físicos, como forma de seleção do mais forte.

O engraçado é que agora o tema tem sido tão falado que até se banalizou o conceito. Qualquer coisa é considerada bullying. É, o termo escrito assim mesmo, em inglês. Imagina uma criança ser presa? Porque a rigor a rigor, de acordo com a Wikipedia, o bullying começaria desde o jardim de infância, quando uma criança chama a outra de “gorda, baleia, saco de areia”. Nunca é agradável. Ou então, quando um menino empurra o outro no recreio ou puxa o cabelo da coleguinha na escola. Ela conta pra mãe, que por sua vez surta e vai até a diretora da escola e dá uma ordem de restrição à criança. Mas isso é considerado agressão? Violência contra a mulher? E o irmão que bate no outro menor? Não é certo, claro e a mãe dele deve impedir isso. Dependendo da idade, é até meio covarde. Mas Bullying? Não vamos perder de vista a perspectiva!

Existe a zoação, que é natural e elemento de socialização nas escolas (só queria que a minha versão de 9, 12, 13 anos soubesse disso). A risada, o sacanear o outro por alguma coisa ridícula que a pessoa tenha falado, por uma gafe, pela aparência física, ou algum mico que você tenha pago com juros.

É fácil demais ser zoado por ser diferente. Se você fala diferente, veste roupas diferentes, pinta o cabelo com cores exóticas, tem preferências sexuais diferentes. Às vezes, o resto da turma nem fala nada porque o próprio sacaneado é chato, sem noção. O palhaço da escola. Por trás desse palhaço está alguém tão desesperado por ser aceito que suporta todo tipo de gozação, e o que é pior, acha que estão rindo com ele, quando estão rindo DELE! Isso é diferente de saber rir de si mesmo, porque nesse caso isso não te ofende, não te afeta.  E o próprio agressor, zoador, muitas vezes é alguém com baixa auto-estima que já foi zoado pra caramba, e vê a sua chance de revanche assim que conhece um mais fraco.

Óbvio que na hora a gente pensa que é o único que sofre isso, e se acha a criatura mais sacaneada do colégio, da rua, do parquinho, da faculdade. E a nossa auto imagem na adolescência já não é das melhores. Mas aí crescemos, podemos ficar menos esquisitos (ou não), e conhecemos outras pessoas que passaram pelo mesmo problema. Pode até virar livro, ou música, e aí a pessoa que foi sacaneada ganha dinheiro em cima do trauma. Depende de como a gente encara o problema.

Mas a nossa tendência de julgar os outros por nos mesmos é tão grande que frequentemente diminuímos o sofrimento dos outros. “Se eu consegui aguentar, você também consegue”. Adivinha só, as pessoas são diferentes, têm resistência diferente, e não sabemos quem pode explodir de uma hora para a outra. Literalmente.

E tenho uma notícia pra vocês. Algumas pessoas amadurecem, outras não. Algumas atormentam, sacaneiam, intimidam, os mais fracos até a vida adulta. Não adianta sair da escola por causa disso, porque se tem uma coisa que é universal, é a zoação. Se você não resolver isso consigo mesmo, não importa pra onde vá, isso continuará. A zoação, a implicância do coleguinha, os apelidos que você odeia, mas que mais tarde você conta pros outros amigos, e consegue rir disso, e na pior das hipóteses, você não vai rir disso, mas não vai mais sofrer. Tudo isso é uma fase. Tudo isso vai passar um dia. Nesse sentido, a provocação é uma fase da vida, dolorosa, não nego, como as dores do crescimento. Essa zoação é considerada inofensiva, e não é crime. É o que o torna mais fortes e resistentes no decorrer da vida.

A cultura pop está cheia de exemplos de vítimas de bullying. A música Jeremy, do Pearl Jam, foi inspirada em um incidente com o garoto de 15 anos, que se matou na frente do professor e dos colegas de sala, como protesto pelo que ele sofria. Cinderella, Rosie Geller, de Nunca fui beijada, Harry Potter, Glee.  Karate Kid (o original, com o Senhor Miagi). Carrie a estranha. Quem sabe se o próprio Stephen King não foi zoado quando era mais novo (eu apostaria minhas fichas nisso, ninguém que tenha tido uma vida feliz na escola criaria uma obra prima do terror como Carrie)?

Mas e onde começa o comportamento agressivo, as provocações e rumores via internet (até pra isso tem um nome específico, cyber bullying) e a humilhação?

Cercar uma pessoa, tirar o sapato do(a) colega pra ele(a) correr mais na educação física. Coerção para fazer o dever de casa. Agressão sistemática. Como quando a turma cerca alguém pela preferência sexual, por raça, religião, pela própria aparência física (lembra do “gorda, baleia, do início?). Como quando as meninas que ficaram com inveja da nova aluna fizeram com que ela se matasse( Bullycídio). Ou como os colegas que levam uma pessoa ao extremo de pegar uma arma e promover um massacre. Ou os dois. Tudo isso é inaceitável. É errado.

Como um professor, ou um orientador pedagógico, deve se sentir ao ver que aquilo que ele rotulou como “implicância de coleguinha” e “zoação inocente” levou à morte de um aluno?

É difícil chegar à uma conclusão sobre um assunto tão polêmico. Na verdade, o limite entre a zoação e a agressão (física ou emocional) é minúsculo. Consta que o bullying acontece em escolas onde não há supervisão de adultos suficiente. Mas isso não é verdade. A verdade é que é importante prestar muita atenção nos sinais, ao comportamento. Observe se o seu filho apresenta vontade súbita de mudar de colégio, ou se de repente passa muito tempo na internet. Não se trata nem de invadir a privacidade. Não estou falando de começar a ler o diário e fuxicar as suas coisas. É só OUVI-LO. Ouvir o que ele tem a dizer.

E para os orientadores e professores, vocês não são coleguinhas. Não têm direito de zoar, mesmo que achem que é inocente. Têm que dar o exemplo. Se a pessoa mais zoada da turma chega pedindo conselhos, dê. Por mais esquisita que a pessoa seja. Não a exponham na frente da turma. Não sejam condescendentes.

Por melhores que sejam as suas intenções, os resultados podem ser desastrosos.

Já queimou um alcorão hoje?

11 set

Hoje o Facebook estava lotado de posts sobre os ataques de 9 anos atrás. A autora Meg Cabot propôs uma pergunta, “O que você viu pela janela há 9 anos?”, e um link para o seu blog. O post deve ter sido o mais longo post que ela escreveu, mas eu não consegui parar de ler, porque era como um retrato do 11 de setembro do ponto de vista não de uma autora, mas de uma mulher que mora em Nova Iorque e esperava desesperadamente notícias do marido. De tudo o que a Meg escreveu até hoje, e olha que eu adoro os livros adolescentes, estilo Diário da Princesa, a Mediadora, dava pra ver que foi o momento em que ela se expôs mais ao escrever alguma coisa. Nada do humor típico dos seus romances, das referências a cultura pop que são a sua marca registrada. Era profundo e incômodo como ver alguém que você mal conhece chorando na sua frente, e você sem saber o que fazer para confortá-la.

Há 9 anos, quando os ataques às torres gêmeas aconteceram, eu tinha 16 anos e estava no   Ensino Médio. Tínhamos acabado de assistir ao filme “A colcha de retalhos”com Winona Rider, e estávamos a caminho da aula de geografia quando um garoto da minha turma disse que os Estados Unidos tinham sido atacados. A primeira sensação foi de uma piada de péssimo gosto. E mesmo quando a biblioteca foi invadida por alunos do primeiro ano (a professora de geografia tinha faltad0) e a gente assistiu à reprise dos ataques na televisão, a sensação de estranhamento não sumiu. Nós estávamos testemunhando um momento inédito na história mundial, porque os Estados Unidos eram e ainda são a maior potência, e só se pensava que iam declarar guerra. Parecia um daqueles filmes campeões de bilheteria que eu achava chatíssimos de assistir, estilo cidade citiada. A qualquer momento, Denzel Washington, ou Liam Neeson, ou qualquer um desses durões de filmes de ação surgiria na tela.

Nenhum ator apareceu, e até os jornalistas estavam pasmos. E mesmo assim, esse incidente era tão próximo, e ao mesmo tempo tão distante… A gente sempre pensa, isso nunca vai acontecer comigo, e a menos que se sinta na pele, é impossível imaginar o que as pessoas envolvidas sentiram. O pânico. O desespero.

Em abril de 2010, a região metropolitana do Rio foi invadida por uma chuva que destruiu casas e matou pessoas ou as deixou desabrigadas. Inclusive em Niterói. Eu estava em casa, sequer saí nesse dia. E moro bem longe da área em que o Morro do Bumba desabou. Mesmo assim, eu senti, eu vi a água na rua. Eu ouvi o barulho ensurdecedor da chuva. Pessoas que eu conhecia ou que conheciam alguém que eu conhecia, ficaram desabrigadas, ou ilhadas no trabalho. Quando finalmente saí de casa, e até a padaria estava fechada, tinha pedaço de árvore, e caixas de ovos na rua. Eu não perdi móveis ou parentes, (Graças a Deus) mas nunca vou me esquecer dessas imagens.

À medida que os anos passam, é muito fácil esquecermos o impacto de notícias como o ataque das Torres Gêmeas, do terremoto em Haiti ou da queda do avião da Air France, por exemplo, a menos que você esteja envolvido de uma forma ou de outra nesses desastres ou conheça alguma vítima. Lembro de em 2006, chorar desesperada em frente a TV após a queda do avião da TAM, porque pensei que um amigo estivesse no vôo.

Até Scarlett O’Hara, pra quem a guerra era apenas um assunto chato, só sentiu os efeitos da guerra na pele quando a mãe e seus próprios vizinhos com quem ela brincava morreram o pai enlouqueceu e ela teve que fugir de Atlanta.

Em 11 de setembro de 2001, a notícia se repetiu sem parar na televisão, e eu senti pena das vítimas, de verdade. Mas fora isso, não tive nenhuma outra reação.

Um ano depois eu estava lá nos EUA, e mesmo onde eu morei, notícias como a Guerra do Iraque pareciam um eco distante do que realmente acontecia em Washington. 8 anos depois do inicio da Guerra do Iraque, Obama finalmente ordena a retirada das tropas do Iraque. Mas a gente não sentia isso na pele. A gente vê nos jornais, mas ninguém que estudou comigo foi para a Guerra.

Mais do que um depoimento sincero e doloroso, o blog era uma crítica à política do olho por olho, dente por dente. Intolerância por intolerância. Terrorismo por terrorismo. Porque não deixa de ser terrorismo um pastor ameaçar queimar um volume do alcorão no aniversário dos ataques. Trata-se de ignorância, de estupidez.

E gostei de ver a Meg Cabot sugerir formas mais construtivas de relembrar os ataques, e prevenir algum outro, que não seja ofendendo a religião alheia.

Eu nunca tinha sentido a dor do 11 de setembro tão próxima. Esta manhã, eu me lembrava vagamente do aniversário do incidente.

Até ler aquele post.

http://www.megcabot.com/2010/09/nine-years-ago